Guadalupe, cogumelos mágicos e um enterro

Autora: Angélica Freitas
Ilustrações: Odyr Bernardi
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2012
Número de páginas: 120


Guadalupe, cogumelos mágicos e um enterro
Por Nina Verunschk

 

Guadalupe é uma graphic novel escrita por Angélica Freitas e ilustrada por Odyr. Angélica Freitas é uma poeta que nasceu em 1973, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Em 2007 publicou seu primeiro livro de poemas, Rilke shake. Em 2012 publicou dois livros: Um útero é do tamanho de um punho e Guadalupe, com ilustrações de Oldyr. Odyr Bernardi também nasceu em Pelotas. É editor, quadrinista e artista gráfico.

Guadalupe é uma mulher de 29 anos, prestes a completar 30, que mora na Cidade do México. Ela trabalha no sebo de Minerva, seu tio travesti, e pilota um velho furgão recolhendo livros que Minerva compra por poucos pesos. Em seu aniversário, sua avó Elvira, uma senhora muito corajosa, bate sua scooter em uma banca de tacos, resultando na própria morte. Como Elvira havia comentado antes com Guadalupe, ela queria ser enterrada em Oaxaca, e em seu funeral gostaria que tivesse música, um evento animado. E lá vai Guadalupe botando o pé na estrada, levar o corpo da velhinha para Oaxaca. Ela e o tio encontram um contratempo no meio da estrada, um servo de uma entidade asteca quer roubar a alma da pobre velhinha, mas com ajuda de cogumelos mágicos eles conseguem continuar sua jornada para o enterro de Elvira. Guadalupe ainda indecisa sobre o quer fazer de sua vida, decide começar uma nova jornada, mas dessa vez uma jornada solo.

Na minha opinião, Guadalupe é um livro muito bom e trata de temas bem atuais como transgeneridade, a homossexualidade de uma maneira muito natural, porque isso não é realmente um problema, e tem uma abordagem diferente sobre a morte e a velhice. É uma leitura cativante e bem legal, mas achei um pouco difícil de ler por causa das ilustrações que dão a impressão de movimento no cenário. Minha personagem favorita é a Elvira, a avó de Guadalupe. Elvira quando mais nova gostava de uma garota, mas sua família não via aquilo como algo bom. Ela não tem muitas falas, mas em um momento diz que gostaria de ter um funeral animado em Oaxaca. Mesmo ela tendo aparecido pouco, gostei da personagem e de sua personalidade aventureira.

Acho que essa graphic novel é indicada para pessoas entre 13 e 15 anos. Eu li com 13 anos e já li outras GN como Persépolis, de Marjani Satrapi, e Nimona, de Noelli Stevenson.

 

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Meu nome é Nina Verunschk tenho quase 14 anos e sou sagitariana. Sou estudante, fã de Imagine Dragons, de K-Pop e de Harry Potter. Ah, eu adoro desenhar.


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